De Volta à Sala de Tortura do Fredo
Todo ano é a mesma coisa. Acaba o ano, eu estou de férias. Viajo por algum tempo e, quando volto, a sala de tortura do Fredo continua aberta e, o pior, eu continuo indo lá. Não, não tenho tendências masoquistas. O que eu tenho, infelizmente, é um contrato.
Para honrar esse contrato, eu e mais sete faixas-pretas subimos três lances de escadas para chegar na sala de tortura do Fredo, conhecida como Academia Vital de TaeKwonDo STF. Ele sabe como criar um disfarce muito bem.
Nos primeiros anos, não sabíamos do esquema. Éramos todos alunos novos, faixas-brancas querendo obter conhecimento. Alguns faixas-pretas da época passavam por nós e diziam em silêncio, para si mesmos, "coitados!"
Naquela época, a longínquos cinco anos atrás, o professor Rodrigo, apóstolo do mestre de tortura Fredo, nos mantinha lá com aulas interessantes e brincadeiras bobas para descontrair. O tempo foi passando e, dois anos depois, há três anos, nos tornamos faixas-roxas e começamos a treinar com o mestre da tortura Fredo. Ele era frio e calculistas. Nos mostrava movimentos mais avançados, como a defesa-em-quadro, e chutes mais difíceis e bonitos, como o butterfly. As aulas já eram mais sofridas e saíamos de lá com canelas roxas e os que tinham aparelho com a boca um pouco cortada. Nada preocupante, a diversão continuava.
Como disse Cazuza, o tempo não pára. Quando nos tornamos faixas-pretas (o nosso grupo de vinte foi reduzido a sete) continuamos tendo treinamentos leves por um tempo. Faixas-coloridas invadiam nossa aula, forçando o Fredo a nos dar aulas menos puxadas. Ele sempre mostrava que queria nos torturar, mas nunca reparamos. Continuávamos com nossos chutes difíceis, um pouco desajeitados, mas que impressionavam os novos alunos.
No começo desse ano, o professor Fredo chamou aos pretas para uma conversa. Finalmente ele havia conseguido um horário só nosso, o que iria nos fortalecer. Ficou marcado. Segunda-feira às sete e meia seria o primeiro treino. Eu estava viajando. Sabia do combinado, mas não pude ir.
Nesta última segunda-feira eu fui na minha primeira aula só-pretas. O treinamento, ironicamente chamado de Full-Kick (cheio de chutes) era, na verdade, full-di-do! Formamos duplas. Um segurava o escudo enquanto outro chutava. As séries eram intercaladas. Primeiro a perna direita, depois a esquerda e então trocávamos. Quem estava segurando passava a chutar e assim por diante.
Começamos pelo aquecimento. Dez voltas correndo pelo tatami. Voltamos a dupla e continuamos...
Na primeira meia hora foram apenas cinco chutes por perna. Começamos com fronta. Passamos para semi-circular, frontal-saltando, semi-circular-saltando, circular, giro-circular... Todos os chutes que conhecíamos.
Mais dez voltas correndo. Sem direito a tomar água, nos sentíamos do Bope.
Nos quinze minutos seguintes, eram dez chutes. E os difíceis. Butterfly, girco-circular-calcanha, giro-circular-saltando-para-dentro, twist, martelo e entre outros. Estávamos a ponto de desmaiar. O tatami, azul, parecia uma piscina de suor.
Mais dez voltas correndo. Ou devo dizer, dez voltas em caminhada acelerada. Não tinhámos mais fôlego para correr.
Nos últimos quinze minutos foram sequências de dois chutes, vinte para cada perna. E sequências tonteantes. Circular, volta a perna, giro-circular-saltando. Semi-circular e butterfly. Frontal, circular, frontal saltando. Frontal saltando e circular salando.
Dez voltas caminhando para recuperar o fôlego. Acabamos a aula ofegantes, quase mortos. Hoje tem mais uma seção naquela câmara de tortura, conhecida como academia.
Os "aspiras", os faixas-pretas sofredores continuarão treinando.
Laura, Carol, Rodrigo, Rafael, Gustavo, Carneiro e eu. Nós sofremos. Capitão Nascimento não sofreu tanto quanto nós. Vejo vocês hoje, na próxima sessão de tortura. Como disse meu amigo Cris: "nem exército é assim!"
Espero que sobrevivamos.
Postado por Mariana às 16:38
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Piggy Porco
O porco é um animal que simboliza o dinheiro. Dentre várias razões, o tio Sam (aquele velhinho dos posteres que aponta o dedo e diz "we need you!") era criador de porcos e ficou tão rico quanto um porco é gordo.
Um cofre de porco, dizem, atrai mais dinheiro. Mas um cofre de porco custa sessenta reias. Logo, ou a gente fica com o dinheiro que deveria colocar dentro do porco ou fica com o porco que está vazio porque você gatou todo o dinheiro pra comprar o porco. É, o ungulado atraíu dinheiro pro dono da loja, não é mesmo?
Errado! Eu resolvi fazer o meu próprio porco! Assim que eu consegui encontrar a minha máquina fotográfica eu ponho aqui uma foto do Super Piggy Porco, porco-cofre feito com um balão, jornais velhos, polvilho, água, papel higiênico e cola branca! Sem contar, é claro, a tinta que foi usada no suíno. Não gastei mais de cinco reais para fazer o meu porco.
O Super Piggy Porco ficará pronto para esse final de semana, com direito a ser todo rosa, com os cascos marrons e olhos azuis. E o cifrão na barriga será indispensável, claro.
O mais legal do Piggy Porco é que eu fiz ele sozinha! Claro que eu aprendi a técnica nas aulas de artes, nas finadas aulas de artes. Mas eu que fiz! Me dé um crédito por isso. Ele ficou tão fofinho!
Eu só não sei como fazer para tapar o buraco de baixo... =/
~>Uma conversa com Piggy Porco<~
Presentes:
Mariana (M) - Criadora do Piggy Porco
Carolina (C) - Tia do Piggy Porco
Piggy Porco - O próprio
M - Carol?
C - Hm?
M - Olha o meu porco!
C - Legal...
M - Carol?
C - Hm!?!
M - O porco disse que tu é chata.
C - Legal...
M - Daí eu disse pra ele que ele era gordo.
C - Não é o objetivo da vida de um porco?
M - Ele respondeu "óinc"
~>Fim da Conversa com Piggy Porco<~
Ás vezes eu lembro do célebre filósofo Nuno, que dizia essa sábia frase pra mim:
"Tu tem que se trata!"
Pena que eu nunca segui seus ensinamentos...
Postado por Mariana às 16:12
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Gato Gordo
Há cinco anos, minha mãe atropelou o gato persa da minha irmã. Ele tinha sido um presente da minha tia, que tem um gatil, e o nome dele era Abáris. Era uma quarta-feira. Eu e minha irmã ficamos em casa chorando, nem fomos para a aula. Claro que era apenas uma reunião naquele dia em especial, mas só por termos ficado em casa já significava alguma coisa.
Minha mãe se sentiu tão culpada que, na sexta-feira, ela chegou em casa com um gatinho siamês (comprado em um pet shop por cinqüenta reais) dentro de uma caixa. O gato deveria ter, no máximo, vinte centímetros de comprimento. Era a coisinha mais bonitinha daquele mundo.
Mas experimenta colocar um gato filhote em um ambiente onde se criam cachorros pequineses e, na época, haviam doze cachorros. O coitadinho ficou desesperado. Com onze anos eu me achava a salvadora do pobres e oprimidos e levei o gato para o segundo andar, onde ele ficou apenas me olhando com aquele par de olhos azuis. Nas semanas seguintes, aquele gato só não me seguiu no banho porque eu fechava a porta do banheiro. Ele ficava sentado na porta, esperando eu sair.
O resultado disso é o seguinte: eu tenho um gato que até hoje dorme comigo na minha cama. Se eu vou tomar banho, ele fica me esperando na porta do banheiro. Se eu estou no computador ele fica em cima do monitor (uma vez ele tentou fazer isso no monitor lcd do meu pai, coitadinho). Se eu estou assistindo televisão, ele deita no meu colo e fica assistindo Supernatural ou Bones comigo como se entendesse tudo. De vez em quando ele até mia, tentando dizer o que acha. Quando o grude é exagerado, tipo quando ele vem pro meu colo ronronando e fica me olhando nos olhos profundamente é porque ele quer comida.
Mesmo sendo tão grude, o meu gato (carinhosamente batizado de Gato) gosta de sair para dar suas caminhadas de manhã. Ou de noite. Ou, como ontem, durante o dia inteiro.
De manhã, antes de eu sair, ele veio pra mim no grude-exagerado, pedindo comida. Eu falei, em voz alta (porque ele me entende, claro): "Calma, Gato. Eu tô saindo agora, depois eu trago comida pra ti, tá bom? Eu até compro wisckas sachê porque eu sei que você gosta. Mas só um, porque tu tá muito gordo." Ele miou em concordância e eu fui caminhar com a Júlia. Andamos pela metade da avenida e, quando estávamos voltando, eu passei no mercado e comprei um pacote de Friskas de peixe e Wisckas sachê de atum, como eu tinha prometido.
Cheguei em casa ao meio-dia, mostrei o Piggy Porco pra Jú (na época ele era apenas PORCO, agora é Piggy Porco), ela foi embora e eu coloquei o sachê de ração úmida no pote do meu gato. O dia foi passando, eu fiquei terminando o Piggy Porco, joguei The Sims 2 e assisti Bones. Eu não reparei que o Gato estava sumido. Só me dei conta quando vi a Preta (cachorrinha pequinesa mimada da casa) comendo a ração do meu gato. Briguei com ela e fui procurar o dito cujo.
Pensa que eu encontrei? O gordo só apareceu no outro dia, do lado da minha cama, dormindo, como sempre. Quando eu acordei, ele veio com aquelas bolitas azuis pedindo por comida.
Eu sei que ele é um gato gordo que só vem pedir por comida. E ser carinhoso do jeito que ele é, é apenas uma forma dele demonstrar gratidão. Mas ainda assim, eu sei que ele me ama tanto quanto eu amo ele. O fato dele ter ficado um dia inteiro sumido só me fez pensar em quanto eu dependo dessa criaturinha.
Agora ele tá aqui, deitado na mesa do meu computador, dormindo e sonhando alguma coisa. Preciso dizer que eu fico olhando pra ele e fazendo carinho ao invés de me dedicar 100% ao texto? Se precisava, não preciso mais.
Pelo menos eu sei que ele tem comida hoje. E isso já é o bastante pra mim.
Postado por Mariana às 16:02
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Voz de Mãe
Por mais que tentemos, por mais que nos esforcemos, nunca conseguimos ignorar a voz da nossa mãe. Por que isso?
Meu priminho de seis anos veio dormir aqui em casa esses dias. Aqui minha mãe deixa ele ficar vendo tv até a hora que ele quiser, ou seja, ele vai dormir lá pelas duas da manhã. Como nesses últimos dias eu tenho acordado as nove e meia para meditar e depois ir dar uma caminhada com a Júlia, geralmente, eu tenho ido dormir cedo.
Barulho não me incomoda para dormir. Quer dizer, olha só a minha geração. Ela dorme com fone de ouvido, escutando Shaman no último volume e não acorda. Aprendemos a simplesmente ignorar o som. Ele está lá, sendo agradável para os nossos ouvidos, mas quando queremos, desligamos esse órgão auditivo com um simples pensamento.
Infelizmente, esse órgão está no piloto-automático e toda a vez, TODA A VEZ que ouvimos a voz da nossa mãe ele liga de novo. Deve ser algum instinto natural, antropologicamente comprovado. Tenho certeza que a doutora Temperance Brennan, de Bones, teria uma explicação.
E o pior de tudo é que, mesmo estando com o fone de ouvido, escutando Shaman no último volume, se nós escutamos a voz da nossa mãe a gente acorda. Não importa que o barulho da música seja mais alto. A gente acorda.
E quando a nossa mãe está, as duas horas da manhã, brincando com o nosso primo e não cala a boca por nada, o resultado é apenas profunda olheiras. Antes fosse. O resultado é a gente brigar com a nossa mãe, que briga de volta e se continua nessa briga por horas a fio. Até que você simplesmente desiste e põe o travesseiro em cima da cabeça para tentar não ouvir nada.
Mas aquele maldito piloto-automático do ouvido liga e se amplifica, fazendo com que a gente escute cada palavra que a mãe diz em um tom maior que 50 decibéis. Conseqüentemente, ficamos em dormir e, quando finalmente conseguimos cair no sono, vem a mesma mãe dizendo:
"Acorda, Mariana! Vem almoçar! Já é meio-dia!"
Mais uma vez você amaldiçoa a sua audição e levanta com a cara de um sapo super evoluído.
Postado por Mariana às 15:40
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Quanto a Sexta
Começaremos do princípio.
Eu sei que eu exagerei um pouqinho (tá, exagerei bastante) no último post. Eu sei que ninguém deve cultivar defeitos. Eu sei que para sermos pessoas melhores, psico e fisicamente, precisamos nos concentrar bastante e fazer coisas boas... Etc, etc, etc. Eu sei de tudo isso.
Eu não disse, em nenhum momento, para sair por aí fazendo coisas ilegais e esse tipo de coisa. Eu disse, e repito, que nossos defeitos são parte de nós. Eles não devem ser arrancados, eles devem ser controlados.
Eu fiquei duas horas, mais ou menos, pensando sobre aquele site e o post antes de dormir naquele dia. Tá, eu devia ter escrito assim que eu acordei, mas não tive vontade. E a internet tá com problema, mas principalmente eu não tive vontade. Enfim, para demonstrar como os defeitos são importantes, e não desnecessários, eu pensei em comparar uma pessoa a uma sopa.
Eu sei que você tá rolando os olhos, pára de fazer isso e continua lendo.
Imagina... Existem coisas numa sopa que, se não estiver ali a coisa toda não será mais uma sopa. Como água. Vejamos uma sopa de legumes. Tem, sei lá, milho, cenoura, ervilha, batata... E por aí vai. Só que eu não sou muito fã de milho. Então, puff, eu resolvo tirar o milho da sopa. Mas, droga, cenoura é muito ruim. Eu não consigo sequer engolir cenoura. Quando não tem ninguém olhando, eu jogo a cenoura pro meu gato comer. E continua... Até que sobra apenas água e batata (quem não gosta de batata?). Ainda é uma sopa de legumes? Sim, foi uma pergunta retórica.
É assim com o ser humano. Se formos tirar todos os defeitos, todas as coisas que não gostamos, ele deixará de ser humano. Precisamos de todos os ingredientes, mesmo os que não nos agradam.
Agora, imagina a mesma sopa de legumes. Bem, eu continuo não sendo fã de milho. Ao invés de colocar várias espigas, eu ponho só uma, para ter o gosto. A cenoura continua sendo horrível. Eu pego uma cenoura pesso no ralador, para que ela fique mais fina e eu coma sem sentir aquele gosto asqueroso. Assim a sopa de legumes continua sendo uma sopa de legumes, com todos os legumes possíveis, mas em diferentes doses de legumes. Falei muito "legumes"? Enfim, tudo que está na sopa (legumes) faz bem para a minha saúde. Mesmo que eu não goste. Mesmo que não me agrade. É uma coisa que eu preciso comer, que eu preciso conviver com.
Entendeu mais ou menos o meu ponto de vista?
(Gostei da ídeia da sopa... A propósito, tô com fome.)
Postado por Mariana às 15:23
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Pequeno Índice
Eu tenho várias coisas para escrever... E acho que se eu colocar tudo em um post vai ficar confuso. Então, aqui vai um pequeno índice do que eu estarei escrevendo daqui a pouquinho.
*Quanto a Sexta
*Voz de Mãe
*Gato Gordo
*Piggy Porco
*De Volta à Sala de Tortura do Fredo
Aproveitando que aqui tá bem amplo o conteúdo do post, vai uma candy doll que eu fiz pro novo rpg que eu estou jogando (groups.msn.br/academiademagiahogwarts):
Beijos, apesar de que eu vou continuar aqui.
Postado por Mariana às 15:09
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Morte Psicológica
Eu sempre quis meditar. Sentar e meditar. Mas, droga, o que é meditar? Não sei... Ah, já sei! Vou procurar na Internet, ué! Se eu sou maluca o suficiente pra me fazer essa pergunta, tem algum maluco o suficiente para responder essa pergunta.
Fui eu, bem feliz, procurar no google "como meditar". Encontrei um site bem legal. Li. Resumindo, você precisa ficar em uma posição confortável, sentado, com a postura reta, mas não forçada e respirar. Se envolver na ação de respirar. Não pense em mais nada, apenas respire. É difícil, não vá menospresar. Mas com certeza é uma coisa boa de se fazer. Não satisfeita com a informação, resolvi me perguntar "droga, mas pra que serve a meditação?". Apertei backspace e voltei pros resultados do google. Encontrei um título que me chamou a atenção. O site é um conjunto de lições para você se mudar interiormente e se tornar uma pessoa melhor.
Tem aquela baboseira-verdadeira de sempre, que vivemos apegados demais ao mundo material, mas também falou uma baboseira-mentira. Em outras palavras, disse o seguinte: precisamos eliminar todos os nossos defeitos para sermos pessoas boas, pessoas dignas e pessoas equilibrada. Opa, peraí! Eliminar os meus defeitos? Eu que não vou fazer isso não!
O site é em 23 lições. Eu já estou na dez. Cansei e vim escrever sobre a minha indignação.
Eu pratico tae kwon do fazem seis ou sete anos. Amo. Aprendi muitas coisas lá, coisas que jamais teria aprendido sobre mim mesma e sobre a vida. Uma delas foi que apenas a natureza é perfeita. O próprio símbolo do tae kwon do é imperfeito, simbolizando os inúmeros defeitos humanos. Agora, me vem um site qualquer dizendo que os meus defeitos me tornam uma pessoa - pessoa não, criatura - inumana? Foi essa a palavra que eles usaram, inumana.
Eu sou uma pessoa cheia de defeitos. Sinto inveja da disciplina da minha irmã, sinto raiva quando sou superada ou quando apontam meus defeitos, sinto vontade de agarrar certas pessoas (ainda mais na tpm) e fazer coisas censuráveis. Mas é isso que me torna humana. Meus defeitos. Se eu fosse uma criatura perfeita, sem defeitos, eu seria uma divindade, uma Mãe Maria!
Só a sugestão de que eu preciso de uma morte psicológica para alcançar o equilíbrio e a plenitude do meu ser é ofensiva. A morte psicológia seria cortar todos os meus defeitos fora. Eles até disseram que os defeitos do ego são as raízes de uma planta, que aprisionam a minha essência e que precisam ser cortadas. Primeiro: que comparação mais besta! O que acontece quando você corta as raízes de uma árvore? Ela morre! Então que dissesse que somos vacas e os defeitos são carrapatos ou sei lá o quê!
Fiquei, olha, muito p*** da vida com isso. Quer dizer... Eu estudei muita coisa que me diz que eu tenho que conciliar as minhas virtudes com os meus defeitos, saber conviver com os dois. Tanto os meus quanto os dos outros. Por isso se diz "equilíbrio". Porque colocamos tudo numa balança. As coisas boas em um lado e as ruins em outro. Ficamos equilibrados, neutros, sem nenhuma influência de nenhum lado. Como alguém pode sugerir que eu sequer tente eliminar os meus defeitos? É tão... Eu nem encontro um adjetivo pra isso! Insano é o mais próximo do que eu penso. O ser humano é o retrato da imperfeição. Como podem querer mudar isso? Perfeição é utopia! O mais próximo que podemos chegar da perfeição é atingindo o equilíbrio, não arrancando os nossos defeitos!
Morrer psicológicamente. Liberar os meus cinco centros da minha máquina humana de todas as distrações conhecidas como defeitos, imperfeições, inumanidades.
Fiquei muito p*** mesmo! Eu não sou uma monge! E acho que nem os monges vivem assim. Eles aceitam os seus defeitos e convivem com eles, reduzindo-os ao máximo, mas não matando-os!
Não sei se consegui passar a minha indignação como eu queria.
Mas, realmente, morte psicológica é uma coisa completamente sem sentido.
Postado por Mariana às 23:17
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Praia e Chuva
Sabe aqueles ditadinhos que a gente aprende quando pequena, do tipo "sol e chuva, casamento de viúva" ou "chuva e sol, velório de espanhol"? Por mais triste que seja o velório do dito espanhol, é um ditadinho legal. Mas, por que nenhum deles menciona a praia? Quer dizer... Praia = areia + mar + água de côco, certo? O que fazer na praia quando chove?
Definitivamente, não tem nada pra se fazer na praia quando chove. Caminhar na rua acaba sendo uma tortura, já que você descobre que esqueceu o tênis em casa e só tem chinelos e sandálias. O que te faz ir comprar cebola e banana na fruteira da esquina de chinelinho de dedo que você ganhou da sua madrinha. Até aí, tudo razoável. Mas acontece que ninguém lembrou de trazer guarda-chuva pra praia. Então você precisa ir para a fruteira da esquina comprar cebola e banana de chinelinho na chuva e sem guarda-chuva. E o teu chinelo desliza, você tropeça, quase cai numa poça d'água, vê vários turistas (assim como você) tirarem uma com a tua cara, não tem cebola na fruteira, você tem que ir no mercado, cinco quadras pra frente... É... Quando chove na praia, a única coisa que você pode fazer é pagar um super mico. Ou quase.
Ah... Esqueci da parte que você, ainda na chuva, vem pra lan house e ela tá lotada. Depois você aproveita pra ir nos camelôs e vai comprar um colar quando, opa, esqueceu a carteira em casa.
Sério... Esse dia não podia ser pior. Tudo bem uma garoazinha na praia de vez em quando, ninguém se importa, não é nada de mais. Mas uma chuvona, um temporal e quase um Catarina II é demais!
Sorte que eu tenho um apartamento com água encanada e aquecimento a gás pra poder tomar um banhozinho bem quent... Ah não!
"Filha, esqueci de avisar que o gás acabou. Banho hoje só se for gelado"
Acho que hoje é um dia daqueles que a gente não devia ter saído da cama!
Postado por Mariana às 16:56
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Essa Vida de Leitora...
Sinceramente? Essa vida de leitora tá um tédio. Em menos de uma semana eu já li dois livros. E, como livros são muito caros (na média de quarenta reais cada, quando não é cinquenta ou sessenta) eu vou ter que deixar assim por esse mês.
Eu li A Menina Que Roubava Livros e chorei umas 20 vezes. Nossa, a história, contada pela Morte, se passa durante a segunda guerra mundial. É a história de uma menininha, Liesel, que viu o irmão morrer enquanto a mãe deles os levava para serem adotados porque ela não podia sustentar os filhos. Ah, não vou contar a história senão vou estragar.
O outro livro foi A Montanha E O Rio, que eu não entendi o título. Antes fosse A Montanha E O Mar, que faria mais sentido. Mas, enfim, é sobre dois irmãos, que não se conhecem e nem sabem que são irmãos, que se apaixonam pela mesma mulher. Gostou da idéia e vai correndo comprar o livro? Como? Eles estão apaixonados, mas não é pela mesma mulher? Ainda não? Como assim eu menti? É... Demora pra chegar na parte que eles se a apaixonam pela mesma mulher, mas chega. No final, a história dá uma acelerada que você fica bem "mas bah... olha só!". Mas é muito bonita a história. Mentira. É horrível! Dá cada calafrio enquanto você lê o livro. Ele se passa na China, durante a revolução cultural. Então tem muita, digamos, tortura que te deixa fazendo careta de dor, só pelas palavras. Acha que eu tô exagerando? Então ouve só... Imagina um arame enfarpado entrando na ureta de um indivíduo. Imaginou? Ah, dói sim, mas não é taaaaaanto... Agora imagina esse arame sendo torcido. Ui! Tá bom... Doeu!
Por hoje é isso... Tô com pouco dinheiro pra gastar na lan...
Beijos e abraços!
Postado por Mariana às 18:22
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Sobre Mim
Bem... Eu sou a Mariana. Tenho 16 anos, moro em Carazinho.
O template é temporário, por que eu tô numa lan em Torres. Quando voltar para casa eu arrumo tudo... O perfil, os blogs de amigos, sites favoritos e etc... Por enquanto, só vou escrever.
A Internet aqui custa três reais a hora. Demorei quarenta minutos pra checar o orkut, responder e-mails e criar esse blog. Como eu tenho apenas quatro reais no bolso, não posso demorar...
Então, por hoje, é isso... Se eu vier amanhã, escrevo mais um pouquinho.
Beijos pra vocês!
Se cuideeeeeeeeeem!
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Meu Perfil
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BRASIL, Sul, Carazinho, Mulher, de 15 a 19 anos, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo, Internet |
Nome: Mariana de Lima Bocorny
Idade: 17
Cidade: Carazinho - RS
E-mail: maribocorny@hotmail.com
Aniversário: 07/08 - Leão
"Jamais me preocupo com o futuro. Em breve, ele virá."
Einstein
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